Rede NOVOLHAR

Sustentabilidade inclui ser feliz

MOVIMENTO Novo Olhar sobre as Relações de Trabalho


Novo Olhar sobre as Relações de Trabalho é um movimento voluntário que, desde o final de 2008, observa, sistematiza e inspira para a prática de um certo tipo de mudança no mundo do trabalho – uma mudança que vem movendo milhares de pessoas ao redor do globo para inaugurar outras maneiras de trabalhar, imersas no imperativo da sustentabilidade.

 

Por meio de pesquisas e análises de tendências, e especialmente com base nas centenas de histórias reais de pessoas que fazem parte da Rede NOVOLHAR, o movimento Novo Olhar sobre as Relações de Trabalho pode afirmar que existe um novo paradigma regendo as relações de trabalho de uma parcela significativa da população. Chamamos esse paradigma de Auto-realização e Senso de propósito maior no trabalho, na tentativa de dar forma para um fenômeno que, na prática, já vem mudando rapidamente as relações de trabalho de muita gente, com impacto potencialmente crescente na renovação das dinâmicas de mercado e no pensamento organizacional.

 

Em linhas gerais, observamos que o paradigma da Auto-realização e Senso de propósito maior vem movendo pessoas a:

 

  • Perceber que o trabalho tem forte dimensão existencial: o que eu faço diz muito sobre quem eu sou
  • Questionar o sentido de seu trabalho: não dá mais para fazer algo que não faça sentido para si e para o mundo
  • Desejar ter um impacto positivo na sociedade por meio de seu trabalho, pautando suas escolhas profissionais por esse critério
  • Perceber que não precisam trocar felicidade por um posto bem remunerado no mercado
  • Incomodar-se e fazerem mudanças radicais em suas carreiras
  • Recriar sua relação com dinheiro, pela perspectiva de um “ponto de suficiência”: de quanto preciso para me realizar? Nem menos, e nem mais
  • Despertar o empreendedorismo para concretizar novos negócios e/ou projetos ancorados em seu Propósito Maior
  • Experimentar outras relações de trabalho, em que a troca de riquezas, a cooperação e, por vezes, a amizade, são as tônicas
  • Buscar prazer no trabalho

 

 

Na relação com o mercado, o paradigma da Auto-realização e Senso de propósito maior tem se revelado, também em linhas gerais, no seguinte:

 

  • Não é tanto status ou dinheiro que mantém as pessoas vinculadas a postos de trabalho
  • Autorrealização e senso de propósito maior são paradigmas ainda frágeis para profissionais do setor operacional (faxina, portaria etc)
  • “Profissional” e “Pessoal” deixaram de ser categorias estanques e separadas
  • O trabalho começa a ser visto como expressão de quem o indivíduo é: suas crenças, valores, necessidades, gostos, limitações, potenciais, desejos profundos, senso de propósito maior e de utilidade para o mundo. O trabalho que não possibilitar alinhamento mínimo entre quem o indivíduo é e o que ele pode fazer tem grandes chances de ser descartado e/ou mal feito
  • O trabalho que não for significativo para quem o exerce e/ou que não possibilitar benefícios para o mundo não será realizado por muito tempo e/ou com qualidade
  • Planos de carreira que alinhem pessoal e profissional, e responsabilidade socioambiental empresarial de fato incluíram-se no horizonte de quem está entrando, mudando de posição ou voltando para o mercado, e podem ser fator de decisão na hora de optar por um ou outro posto de trabalho
  • Saúde dos ambientes de trabalho – ética, transparência, bom humor, relações saudáveis, limpeza, arejamento, iluminação, boa alimentação – muitas vezes é mais importante que gostar do próprio trabalho realizado; a insalubridade dos ambientes é motivo potencialmente crescente de desligamento
  • Espaço para a expressão de princípios individuais e uso de potenciais essenciais tornou-se fator diferenciador para vinculação/permanência do colaborador
  • Valorização (não somente financeira) e reconhecimento pela qualidade do trabalho são fatores que ganharam peso para a permanência no posto de trabalho e para sua qualidade

 

O mundo já recebe as conseqüências dessa nova concepção de trabalho – existencial, que faça sentido para si e para o mundo, que gere prazer, que seja sustentável. Todos os movimentos de colaboração; o desenvolvimento do “negócio social” e do “setor dois e meio”; o co-working (espaços compartilhados com potencial de verdadeiras comunidades de trabalho, onde micro e pequenos empresários trabalham juntos e desenvolvem intenso capital social); a “Happiness Economics”, a “Economia Solidária” e todos os estudos que cruzam felicidade com desenvolvimento econômico (que acontecem desde a década de 1970 nos EUA e que, hoje, têm ganhado destaque com o desenvolvimento do FIB – índice de Felicidade Interna Bruta – como índice complementar ao PIB), entre outras iniciativas, são exemplos destas novas relações de trabalho, pautadas por valores e práticas como co-responsabilidade, inspiração, a ética inerente ao trabalho cooperativo, o senso de propósito maior e a sustentabilidade nos processos produtivos e nas relações interpessoais.

 

Nesse contexto, o Movimento Novo Olhar sobre as Relações de Trabalho existe para dar forma e explicitar essas mudanças tão recentes e potentes no mundo do trabalho contemporâneo.

 


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Comentário de Joyce Moysés em 6 setembro 2010 às 21:10
olá, sou nova associada e gostei muito da proposta de vocês. Me preocupa ver mais mulheres indo bem na carreira e... sozinhas. Sou jornalista, estou trabalhando nesse tema, e vou adorar receber comentários.
Comentário de Allan Lopes em 29 março 2010 às 13:14
Valeu Rita, Super obrigado!
Bacana. espero poder saber mais sobre os eventos comentados.
Comentário de Rita Monte em 27 março 2010 às 12:59
Allan, olá! Bem vindo a esta Rede... que é mais um ponto de encontro de pessoas que já percebem que há um novo paradigma regendo novas relações com o mundo, baseadas na ética da convivência e no senso de um propósito maior.

Que bom que se identificou com a proposta... quanto mais pessoas engajadas em fazer acontecer um Novo Olhar sobre as Relações de Trabalho através de sua realização, mais perto de um mundo sustentavel e feliz estaremos!

De fato, o que você disse sobre preservar a natureza própria de cada pessoa e sobre manter isto forte no dia-a-dia como pontos de partida para criar relações saudáveis e sustentáveis (consigo, com outros e com o meio ambiente) é uma das forças que mapeamos de um Novo Olhar: a "presença". Ao lado da presença, mapeamos mais 3 forças que são mobilizadas quando estamos no caminho de auto-realização e senso de um propósito maior no trabalho: conhecimento, empreendedorismo e prosperidade. Cada uma dessas forças traz qualidades específicas - como empatia, atenção, coragem, paciência, sagacidade, persistência, confiança, entrega - que são desenvolvidas nas pessoas ou organizações que se colocam seriamente no caminho de auto-realização no trabalho. Isso tudo acontece num processo, cujo tempo será pautado pela intensidade de abertura que a pessoa/organização tiver para acreditar verdadeiramente que, sim, pode aliar trabalho a felicidade e sustentabilidade.

O Movimento Novo Olhar neste ano previu uma série de encontros presenciais para reunir essas pessoas e organizações que já perceberam esse novo paradigma e que estão em busca de praticá-lo com mais clareza. Muitas perguntas interessantes surgem nesses encontros, necessárias para trazer cada vez mais a auto-realização "para o chão" (ou seja, para a prática!), com todas as incongruências e desafios que a prática traz. São espaços de encontro de muita qualidade e, espero, você possa estar conosco em algum deles!

um abraço e prazer em conhecê-lo!

Rita
Comentário de Allan Lopes em 26 março 2010 às 18:38
Super demais a proposta. Parabéns aos idealizadores.
Não sei se este seria o espaço para dar uma opinião sobre a resposta à pergunta chave do movimento Novo Olhar, se não for peço ser redirecionado para o local correto (blog, fórum,etc). Creio que cada fala por si. Eu acredito que felicidade e sustentabilidade são tópicos que dependem de algo muito importante: Ser você mesmo. Se você preserva a sua natureza, consegue se manter uno e fiel a ela, daí se expandem práticas cotidianas que invariavelmente o levarão a ser feliz e ter atitudes sustentáveis.

Ser feliz, ou sustentável, tendo como ponto incial seguir um movimento cultural histórico, por mais lindo e importante que ele seja, é por si mesmo insustentável no tempo. O ponto de partida é sempre interior. E como estamos longe deste contato com a nossa própria natureza, mas ainda sim queremos salvar as árvores e as baleias.
Uma sociedade, ou ambiente de trabalho, somente será feliz, justa, saudável e sustentável se os individuos que a compuserem forem cada um felizes e sustentáveis a priori, sem pré requisitos para tal.
Abraços,
Allan
Comentário de Rita Monte em 31 agosto 2009 às 15:57
Olá Maria Otávia,

Obrigada pelo apoio, e ótimo saber sobre a divulgação - pontes com a Academia fundamentais para o Movimento.

Sobre como o Movimento pode se fortalecer no Paraná, temos a perspectiva de levá-lo inicialmente através de encontros de Networking Saudável, que é um formato bastante interessante e que tem dado certo por aqui. Para isso, pensamos em pessoas da região participando de pelo menos um desses encontros em São Paulo e, depois, participando de um encontro de aprendizagem e planejamento do Movimento (que é onde, por enquanto, as reuniões presenciais acontecem), para alinharmos visões e premissas éticas que o Movimento traz.

Já temos uma pessoa na ponte Florianópolis-Curitiba que participou do primeiro Networking Saudável que está disposta a iniciar o Movimento no Paraná e arredores. O que acha de conversarmos nós três sobre isso? Esta pessoa também está na Rede, é a Ana Paula Doring, você pode conhecê-la buscando seu perfil.

Um grande abraço e até
Comentário de Maria Otávia d'Almeida em 30 agosto 2009 às 12:04
Venho divulgando a página de vcs na Instituiçao de Ensino Universitário em que trabalho, por acreditar no mérito do que vcs se propoem. Gostaria de saber da possibilidade de trazer esse movimento aqui para nós do Paraná. Parabéns pela iniciativa, torçendo pela coragem no caminhar, pois os paradigna até entao instalados, sao muito convenientes a nossa sociedade de consumo. Grande abraço fraterno.

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